Victor saiu da festa sem rumo, não queria envolvimento com a família de Luana, só foi até o chá de panela dos amigos, porque tinha a absoluta certeza que não encontraria com ninguém do seu convívio, jamais pensou que diante daquela situação os parentes da ex namorada compareceriam aquela comemoração.
Caminhou sem destino por algum tempo, voltar para casa parecia uma péssima idéia. Estar sozinho sem ninguém para conversar e no ambiente que te trazia tantas recordações era como se alimentasse a obsessão de pensar em tantos acontecimentos dos últimos anos.
Buscava uma única reposta:
_ Quando foi que o amor virou uma grande tragédia?
Estava preso a tantas coisas, a tantas palavras que se recusou a ouvir, fugir sempre lhe pareceu à melhor opção, apesar de ter a absoluta consciência que a fuga terminaria com os mesmos beijos, com os mesmos suspiros em uma mesma cama. Era sempre como uma grande montanha russa, frio na barriga, algumas vezes de cabeça para baixo e uma empolgação constante sem controle.
Foram anos sentindo e revivendo essas sensações. A distância algumas vezes amenizava, mas uma simples noticia era o suficiente para trazer tudo de volta. Victor casou em uma dessas idas e vindas, em certo momento da vida decidiu que era preciso acabar com aquela angústia, se amavam e se odiavam ao mesmo tempo, aquilo não podia ser um projeto de vida.
O compromisso feito no altar não foi o suficiente para terminar com aquilo que nem ele mesmo sabia explicar o que era, tinha uma esposa dedicada, uma amiga fiel, mas só sentia o sangue correr na veia a mais de mil por hora quando tinha Luana do seu lado, era com ela que deixava de ser o que o mundo exigia, nos seus braços podia ser apenas ele mesmo.
O namoro da adolescência continuou, como se nada fosse proibido, não tinham a sensação de estarem cometendo um grande erro, um adultério, era como se tudo fosse natural. Agiam como se ela pertencesse de direito a ele e ele fosse apenas dela, justificavam a traição com o argumento que um nascera para o outro, nada poderia estragar o que representava aquele relacionamento.
E por que não ficaram juntos?
Luana fez essa pergunta a ele incontáveis vezes e nunca obteve uma resposta plausível. Por conta disso brigaram muito, tanto amor, tanta química, tanta confiança escondida, sempre havia um porém entre os dois, isso deixava Luana descontrolada, motivando reações impulsivas totalmente descabidas da personalidade ponderada que tinha.
Victor caminhou até em casa, as cartas que guardava do tempo da adolescência deram lugar a uma montanha de mensagens, abriu o e-mail, tinha uma pasta onde guardava todas as mensagens que trocaram nos últimos anos. Abriu a última mensagem arquivada e leu pela milésima vez o que Luana havia escrito poucos dias antes do acidente:
Pelo amor de Deus dê um sinal de vida, não é justo o que está fazendo comigo, não estou conseguindo comer, trabalhar, dormir, minha vida simplesmente parou. Sabia que estaria esse fim de semana aqui em Formosa, cheguei ir à porta do hotel em que você fica hospedado, mas acabei voltando para trás. O que aconteceu com tudo aquilo? O que aconteceu com gente? Tenha o bom senso de conversar comigo! Não nos conhecemos ontem. Estou sofrendo demais.
Victor colocou as mãos sobre o rosto, como várias outras mensagens, essa também não foi respondida.
Olá Amanda!
ResponderExcluirComecei a ler seu "livro" hoje, estou amando!
Precisamos publicar isso hein?
Parabéns e Sucesso!
P.S: Estou seguindo e já linkei no meu blog!
bjos.
Danielle Luciano
parabéns mesmo amor,
ResponderExcluira história está cada dia melhor, acabei tendo oportunidade de dar uma atualizada hj.