Sentia-se muito responsável por toda aquela situação, afinal de contas sabia bem como aquele relacionamento era conturbado. Luana sempre dividia suas aflições com ela e cada vez que as duas conversavam Carmem ficava mais preocupada.
Começou a lembrar dos inúmeros telefonemas que recebeu de Luana no meio da madrugada, as várias vezes que Victor não apareceu, o amontoado de promessas que nunca mais encontraria com ele, mas um dos telefonemas martelava em sua cabeça. Lembrava-se bem da voz de Luana naquela noite, baixinha, cansada de tanto chorar:
_ Minha querida amiga, a senhora sabe que te considero minha segunda mãe. Preciso te dizer uma coisa muito importante, preste bastante atenção, se acontecer alguma coisa comigo, na gaveta do meu armário tem um pequeno caderno, é meu diário. Venha até o apartamento e pegue esse caderno, guarde bem com a senhora.
Carmem se assustou com o pedido de Luana. O que poderia acontecer com ela?
_ Como assim minha filha? Não estou entendendo? Tem alguém te ameaçando? O que está acontecendo?
_ Faça isso por mim! A senhora tem a cópia da chave do apartamento. Promete que faz isso?
_ Claro minha filha, mas agora estou mais preocupada. Como vou ficar tranqüila, sabendo que você está correndo algum risco.
_ Não se preocupe. Preciso desligar, minha cabeça está explodindo. Fica com Deus e desculpa o horário novamente.
_ Fica com Deus, se cuida.
Carmem desligou o telefone, apreensiva não conseguiu dormir naquela noite. Desde acidente estava com aquilo na cabeça, precisava cumprir o que prometeu a Luana, mas no fundo tinha muito medo do que estava escrito naquele diário.
_ Chegamos senhora. Falou o motorista sem entender o motivo daquela viagem tão repentina.
_ A senhora vai se hospedar em qual hotel?
_ Não vou para nenhum hotel, vamos para casa de Luana.
_ Sim senhora.
Chegando a porta do edifício Carmem sentiu um aperto imenso no coração, era muito difícil entrar naquele apartamento. Sentia uma mistura de saudade, medo do que poderia descobrir e acima de tudo uma sensação de culpa por não ter convencido a amiga acabar de vez com aquele relacionamento destruidor.
Entrou no apartamento e foi direto para o quarto, no armário abriu as gavetas em busca do diário. Será que ela teria mudado de lugar? Revirou todo o quarto e nada. Não entendia o que havia acontecido. Será que outra pessoa havia encontrado? Victor também tinha a cópia das chaves. Estava atordoada não sabia o que fazer.
A autora tem que postar mais rápido, assim não pode, assim não dá.
ResponderExcluirzzzzzzzzzzzzzz cade as atualizações
ResponderExcluirAmanda. Sigo seu blog porque também sou apaixonada pela leitura e escrita. Tenho uma obra publicada há um ano, a qual deu origem ao meu blog. Visite e conheça meu espaço! Voltarei aqui com mais tempo para ler seus textos. Bjs.
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