sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CAPÍTULO ONZE

Victor e Carmem se olharam. Carmem já previa a briga que estava por vir.
Em voz alta Victor falou com Lucinha:
_ Eu não tenho absolutamente nada para falar com a senhora, já não basta o inferno que a sua filha fez na minha vida?
_ Então é verdade as fofocas pela cidade, vocês são amantes? Perguntou Lucinha indignada.
_ Eu não devo satisfações a senhora, se quiser saber de alguma coisa, pergunte a sua filha!
_Perguntar como? Se ela está em uma cama no hospital, desacordada. Você deve saber porque ela está lá, tenho certeza que sabe o que Luana estava fazendo naquela estrada as 3 horas da manhã.
_ A senhora está me acusando?
_ Quero explicações Victor! Exijo explicações, você namorou dentro da minha casa, não achou Luana na rua não. Não pense que me orgulho em saber que vocês continuavam juntos mesmo depois de casado, na verdade morro de vergonha.
_ A senhora vai me dá licença, já chega de discussão!

Nesse momento Victor dirigiu-se até a saída quando avistou Vanessa.
_ O que está acontecendo Victor? Avisaram-me que estava tendo uma briga no banheiro.
_ Essa louca da mãe da Luana, pedindo explicações. Eu vou embora Vanessa, me desculpe atrapalhar sua festa.

Carmem assistia a toda confusão paralisada, não queria que as coisas chegassem a esse ponto. Na tentativa de se explicar, chegou próximo a Lucinha, que não estava se sentindo bem, tomava um copo de água com açúcar que Vanessa pediu que buscassem. Lucinha estava branca, suas mãos tremiam e seu coração parecia que iria saltar pela boca.

Lucas soube da briga quando esperava a mãe na saída e voltou correndo preocupado com o estado dela, a festa parou, só se ouviam cochichos e várias pessoas se amontoaram em volta de Lucinha a fim de obterem mais detalhes sobre o acontecido.

Vanessa tentava controlar os convidados.
_Não foi nada gente, vamos voltar para a festa! Já está tudo bem.
Lucas, preocupado com a mãe, insistia para que ela tomasse mais um copo d’água.
_ Toma, vai fazer bem para a senhora.
_ Cadê a senhora Carmem, meu filho? Preciso conversar com ela.
_ Não sei mãe, com esse tanto de gente aqui, não a vi mais.

Carmem tentou se aproximar de Lucinha, mas logo os convidados da festa vieram oferecer ajuda. Em meio a verdadeiro tumulto decidiu ir embora e adiar aquela conversa, ali não era o ambiente adequado para um assunto tão sério.

Em meio à confusão, caminhou até a saída. O motorista a esperava na porta. Ligou para casa e pediu que a governanta preparasse sua mala, antes de ter um conversa definitiva com Lucinha precisava ir até a Formosa.